No início havia o Fado.
Cantado por meretrizes, chorando suas quimeras
Entre as palmas febris dos corações
Há quem ao cantar a morte transporte o rir na garganta
Dorme aqui faia brejeiro que soube cumprir o fado
Uma rosa perfumada inconsciente brotou
Por isso vivo contente: sou como os outros mortais
Vinho para quem aparece de surpresa
A minha visão agarra teus carpidos por amor
Morrer abraçada a ti… em Waikiki.
Fado Tropical é o quinto álbum de Rita Braga e o primeiro inteiramente em português. Partiu de uma pesquisa extensa dos arquivos do fado e recupera repertório esquecido do século XIX e início do século XX, reimaginado em novas paisagens sonoras que cruzam ukulele, marimba, vibrafone, violoncelo, saxofone e sons concretos. O disco conta ainda com os convidados especiais Tó Trips, JP Simões e Paulo Furtado, entre outras colaborações.
Edição em vinil 12″ (preto/colorido) e formato digital, com os apoios da GDA e do Fundo Cultural da SPA. Disponível no Bandcamp, nas plataformas de streaming e em lojas selecionadas, com distribuição pela 8MM Records.
FICHA TÉCNICA
Produção: Rita Braga | Co-Produção: Pat Oak | Misturas: Suse Ribeiro | Masterização: Yan-Hart Lemonnier
Fotografias: Sara Rafael | Design: Rita Braga & Scotch Dee Jay
Rita Braga: voz, ukulele e banjolele | Bruna Moura: violoncelo | João Cabrita: saxofone | Ryoko Imai: percussões | Suse Ribeiro: outras percussões, eletrónica e sound fx | Convidados – Aníbal Andrade: lap steel | JP Simões: voz | Paulo Furtado: guitarra | Rui Rodrigues: percussões | Tó Trips: guitarra
Assessoria: Daniela Pinto
VIDEOCLIPES
Fado Tango é o primeiro single de Fado Tropical (2026). Inspirado numa gravação de 1930 da fadista e actriz Ercília Costa, Fado Tango recupera um clássico esquecido, com arranjos elegantes e cinematográficos. No vídeo, Rita Braga presta homenagem às vozes esquecidas das mulheres pioneiras do fado — desde as cantadeiras de rua do século XIX às actrizes de revista do início do século XX.
Chão de Estrelas é o segundo single de Fado Tropical, com um dueto com JP Simões. Originalmente um clássico brasileiro dos anos 1930, na célebre interpretação de Sílvio Caldas — uma das grandes vozes da era da rádio, cuja melancolia se aproxima do fado — surge aqui num novo arranjo para ukulele, violoncelo e marimba. É também um tributo à teoria atual de que o fado tem raízes no Brasil.
Cinza e Pó junta versos de fadistas anónimos das tabernas lisboetas do século XIX, encontrados no livro História do Fado, de Pinto de Carvalho (1903), e música composta por Rita Braga. Uma espécie de cruzamento entre fado e Tom Waits! O tema conta com o convidado especial Paulo Furtado (The Legendary Tigerman) na guitarra.
Fado Menor é um dos dois temas instrumentais de Fado Tropical. É uma composição de Reynaldo Varella para guitarra portuguesa (1925), aqui tocada em marimba, à qual se juntam ukulele e violoncelo, evocando música para cinema, como a banda sonora de um filme de Fellini.
DESTAQUES – TV
DESTAQUES – RÁDIO
Coquetel Molotov (Rádio Universitária FM – Recife – 3 de Março 2026)
Uma Noite Em Forma de Assim (Antena 1 – Lisboa – 23 de Março 2026)
Café Colonial (Rádio Costa Azul – Rio de Janeiro – 2 de Abril 2026)
Expresso 104,5 (Rádio UFMG – Belo Horizonte – 7 de Abril 2026)
HelloGoodbye (Resonance FM – London – 9 de Abril 2026)
Portugália (Antena 3 – Lisboa – 9 de Abril 2026)
Verdes Anos (Antena 1 – Porto – 16 de Abril 2026)
Alma Lusa (Antena 1 – Faro – 4 de Maio 2026)
Dois dedos de conversa (RDP Internacional – Lisboa – 8 de Maio 2026)
FEMINA (Podcast – Porto – 9 de Maio 2026)
Lusofonia (Educadora FM – Bahia – 23 de Maio 2026)
Especial das Seis (Educadora FM – Bahia – 2 de Junho 2026)
DESTAQUES – IMPRENSA
Fado Tropical, disco com fados que não é de fado, mundo reencontrado, reconstruído, fantasiado pelas mãos hábeis e imaginação transbordante de Rita Braga. Precioso, realmente. – Ípsilon
Um ato de criação e renovação que tem tudo para se assinalar como um dos melhores e mais refrescantes discos de música portuguesa dos últimos anos. – sites da Rádio Comercial & Smooth FM
Fado Tropical é o sexto disco de Rita Braga e saiu no segundo dia de abril para derrubar muros e, em forma de tributo, chegar a lugares novos. – Rimas e Batidas
É tida como uma das cantoras mais originais da sua geração – Lux Woman
Rita Braga propõe uma abordagem original onde criou uma proposta musical com novas cores. – Jazz.pt
A playful platter from an artist who’s determinedly forging a unique path. – Shindig! magazine (UK)
Rita Braga has a unique authenticity, and it shines through gloriously on ‘Fado Tango’. – Whisperin’ n’ Hollerin’ (UK)
[sobre Sou Miúda] Na voz de Rita, “miúda” deixa de ser limite e se torna presença, porque, quando a arte encontra seu lugar, qualquer medida perde importância diante da potência que se expressa. – Desalinho (Brasil)
Rita Braga não chega ao fado como quem busca abrigo. Ela chega como quem investiga, cutuca, desmonta e remonta. Seu novo álbum, Fado Tropical, é menos um exercício de reverência e mais um gesto de escuta, mas não uma escuta simples; é uma escuta profunda que vai seguindo a reinvenção. – Teoria Cultural (Brasil)
Entre pesquisa histórica e liberdade criativa, a artista portuguesa costura passado e presente. – Revista Noize (Brasil)
A forma como Rita Braga conduziu os arranjos e conciliou-os com a parte instrumental deu ao álbum tonalidades surpreendentes. Pelo meio, ela edificou um ambiente onde paira a sensação de estranhamento encantador e a tradição musical do fado é recriada, respeitando a parte lírica e a configuração primordial. – Scream & Yell (Brasil)
[sobre Chão de Estrelas] encontro inédito com o músico português JP Simões, em um dueto que costura delicadeza, melancolia e memória afetiva. – Teoria Cultural (Brasil)
[sobre Chão de Estrelas] Mais do que uma simples regravação, é um gesto afetuoso e uma reflexão musical. Rita Braga não apenas interpreta um clássico, mas tece com ele um novo fio no rico e eterno tear das influências entre Portugal e Brasil. Uma prova de que a boa música não conhece fronteiras, apenas sentimentos. – Portal Splish Splash (Brasil)

Videoprojeções por Rita Braga.
Foto do lançamento em Lisboa, na Galeria ZDB, por Fernando Martins.

(foto: Mondo Bizarre Magazine/Vítor Neves)