Biografia (PT)

credit: Fernando Martins

Rita Braga (Lisboa, 1985) é cantora, compositora e multi-instrumentista. O seu repertório eclético estende-se por mais de dez idiomas.

Iniciou o seu percurso a solo na música independente em 2005, tendo desde então apresentado o seu trabalho em numerosos clubes, teatros, galerias de arte e festivais por toda a Europa, bem como nos EUA, Brasil, Austrália e Japão. É autora de bandas sonoras e teve um breve percurso nas áreas da ilustração, banda desenhada e cinema de animação, influências que permeiam o seu universo sonoro a par do cinema.

O seu mais recente álbum, Fado Tropical (2026), é o primeiro inteiramente em português e nasce de um mergulho nos arquivos do fado dos séculos XIX e início do XX, transportando esse repertório para novas paisagens sonoras através de instrumentos como ukulele, marimba, saxofone e violoncelo. Conta com os convidados especiais JP Simões, Tó Trips e Paulo Furtado, entre outras colaborações.

Em 2023 editou Illegal Planet (Comets Coming / dist. Groovie Records), elogiado pela crítica nacional e internacional. Anteriormente lançou Time Warp Blues (2020), Bird on the Moon (2018) — incluído no “Top 15 de discos com ukulele” da revista The Wire —, o EP Gringo in São Paulo (2015), gravado durante uma residência em São Paulo, e o álbum de estreia Cherries That Went To The Police (2011), produzido por Bernardo Devlin, após três EPs de gravações caseiras lo-fi editados entre 2004 e 2008.

Escreveu e dirigiu a mini opereta pop de ficção científica A Quantic Dream durante uma residência artística em Graz, na Áustria. Participou na coletânea Novos Talentos Fnac 2007.

Licenciou-se em Ciências Musicais pela Universidade Nova de Lisboa e concluiu, em 2019, a pós-graduação Performance Making na Goldsmiths, Universidade de Londres, com bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.

Ao longo da sua carreira colaborou com artistas como Ana da Silva (The Raincoats), Felix Kubin, Ian Svenonius (The Make-Up), Rui Reininho e The Legendary Tigerman.